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EUA decidem hoje sobre tarifa de 25% para produtos brasileiros

O governo americano avalia taxar exportações do Brasil, levando Brasília a preparar medidas de reciprocidade e estratégias diplomáticas.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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14/07 às 21:15 · atualizado 15/07 às 07:02

Pontos principais

  • O governo dos EUA define nesta quarta-feira a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
  • A investigação americana baseia-se na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, citando o Pix e regulações de plataformas digitais.
  • Ministros brasileiros preparam uma proposta de reciprocidade comercial para apresentar ao presidente Lula.
  • Auxiliares do Planalto sugerem que a negociação final sobre as taxas pode ser postergada para após as eleições brasileiras de outubro.
  • O governo brasileiro busca alternativas diplomáticas para mitigar os impactos econômicos da possível sobretaxa.

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, deve anunciar nesta quarta-feira a decisão sobre a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. A medida é fruto de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), que aponta preocupações com práticas comerciais brasileiras, incluindo o funcionamento do Pix e decisões judiciais envolvendo plataformas digitais. O anúncio ocorre em um momento de crescente tensão nas relações comerciais entre as duas nações, com o governo americano analisando também uma lista de possíveis exceções à taxação.

Em resposta ao cenário de protecionismo, o governo brasileiro articula uma estratégia de defesa que inclui medidas de reciprocidade comercial. Ministros devem apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um plano de retaliação para proteger a indústria nacional e manter o equilíbrio nas trocas bilaterais. Paralelamente, há uma expectativa em Brasília de que a implementação efetiva das tarifas possa ser negociada apenas após as eleições de outubro, uma possibilidade reforçada por articulações políticas que buscam adiar o impacto imediato da medida. O Palácio do Planalto mantém o monitoramento da situação e planeja calibrar sua resposta oficial assim que o anúncio definitivo for realizado.

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