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STF bloqueia R$ 6,15 milhões em bens de Eduardo Cunha

Ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de bens de Eduardo Cunha por suspeitas de irregularidades no direcionamento de emendas parlamentares.

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Foto: InfoMoney
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13/07 às 09:15

Pontos principais

  • A investigação aponta que Cunha atuava como parlamentar informal para definir o destino de verbas públicas.
  • O bloqueio de R$ 6,15 milhões foi acompanhado pela suspensão de despesas públicas ligadas às emendas sob suspeita.
  • A Polícia Federal investiga a intermediação de Mariângela Fialek com o aval da presidência da Câmara.
  • Diálogos interceptados indicam que Cunha direcionava recursos para municípios mineiros visando sua campanha eleitoral.
  • A defesa do ex-deputado nega a existência de um mandato clandestino e classifica sua interlocução política como legítima.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões em bens do ex-deputado Eduardo Cunha. A medida cautelar faz parte de uma investigação da Polícia Federal que apura o suposto uso indevido de emendas parlamentares. Segundo as autoridades, Cunha teria atuado como um "parlamentar informal", influenciando o destino de verbas públicas mesmo sem possuir mandato. A apuração sugere que a servidora Mariângela Fialek intermediava as operações com o apoio da presidência da Câmara, ocupada por Hugo Motta. Além do bloqueio financeiro, o ministro suspendeu a execução de despesas públicas vinculadas às emendas sob suspeita. Em diálogos interceptados, o ex-deputado aparece definindo repasses para municípios mineiros com o objetivo de fortalecer sua base eleitoral. A defesa de Cunha nega as acusações, sustentando que a atuação do ex-parlamentar se limita a uma interlocução política legítima.

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