Ibovespa sobe 0,51% e dólar recua a R$ 5,07 com alívio na inflação dos EUA
O mercado brasileiro reagiu positivamente aos dados de deflação nos EUA, que reduziram a pressão sobre a política monetária do Federal Reserve.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o pregão aos 176.641 pontos, com volume financeiro de R$ 22,1 bilhões.
- O CPI dos EUA registrou deflação mensal de 0,4% em junho, superando as expectativas do mercado.
- O dólar comercial fechou em queda de 1,12%, cotado a R$ 5,0739.
- A Oncoclínicas disparou 26,32% após protocolar pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar R$ 5,1 bilhões em dívidas.
- Tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz mantêm a pressão sobre os preços do petróleo.
O mercado financeiro brasileiro encerrou o dia em tom otimista, acompanhando o movimento das bolsas globais após a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos. O CPI americano apresentou uma deflação mensal de 0,4% em junho, um resultado que superou as projeções e reduziu as expectativas de novas altas de juros pelo Federal Reserve. Esse cenário de maior apetite ao risco favoreceu o Ibovespa, que subiu 0,51%, e contribuiu para a valorização do real frente ao dólar, que recuou para R$ 5,07. O presidente do Fed, Kevin Warsh, manteve um tom cauteloso durante seu depoimento ao Congresso, reforçando o compromisso da autoridade monetária com a estabilidade de preços e o pleno emprego.
No cenário corporativo brasileiro, o destaque ficou com a Oncoclínicas, cujas ações saltaram mais de 26% após a empresa protocolar um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar uma dívida de R$ 5,1 bilhões. Enquanto isso, o setor de energia reagiu à decisão do CNPE de elevar a mistura obrigatória de etanol na gasolina para 32%, beneficiando empresas como a Jalles Machado. Externamente, o mercado segue monitorando as tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz, que pressionam os preços do petróleo, e os resultados trimestrais em Nova York, onde o JPMorgan reportou lucro recorde, contrastando com a queda acentuada das ações da IBM devido a custos elevados com infraestrutura de IA.
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