ENBPar pode precisar de aporte do governo em 2027
A ENBPar, controladora da Eletronuclear, pode necessitar de aporte do Tesouro Nacional em 2027 devido à situação financeira da Eletronuclear, conforme o PLDO de 2027.
Pontos principais
- O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 aponta a possibilidade de a ENBPar precisar de aporte governamental.
- A pressão financeira da ENBPar é atribuída à Eletronuclear, que enfrenta custos com a extensão da vida útil de Angra 1 e incertezas sobre Angra 3.
- A Eletronuclear gasta mais de R$ 1 bilhão anualmente com a manutenção de Angra 3, e seu caixa está se esgotando, segundo o presidente interino.
- A ENBPar detém 64,7% do capital votante da Eletronuclear, mantendo o controle estatal da empresa.
- Estatais federais, excluindo Petrobras e bancos públicos, registraram déficit de R$ 5,1 bilhões em 2025 e R$ 4,1 bilhões no primeiro bimestre de 2026.
A ENBPar, estatal que controla a Eletronuclear, pode precisar de um aporte financeiro do Tesouro Nacional em 2027, conforme indicado no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027. A necessidade de recursos é impulsionada pela situação financeira da Eletronuclear, que enfrenta altos custos para a extensão da vida útil da usina Angra 1 e incertezas quanto à conclusão de Angra 3. A Eletronuclear gasta mais de R$ 1 bilhão por ano apenas com a manutenção de Angra 3, e seu presidente interino, Alexandre Caporal, alertou para o esgotamento do caixa da empresa.
A ENBPar detém a maioria do capital votante da Eletronuclear, garantindo o controle estatal da empresa. A situação da ENBPar reflete um cenário mais amplo de desafios financeiros para estatais federais, que registraram um déficit de R$ 5,1 bilhões em 2025 e R$ 4,1 bilhões no primeiro bimestre de 2026, com os Correios sendo o principal contribuinte para esse resultado negativo.
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