A Eletronuclear, estatal responsável por usinas nucleares, tem recursos apenas até meados de março e pode entrar em colapso financeiro se não houver solução para o impasse de Angra 3, pedindo suspensão de dívidas bilionárias.
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A Eletronuclear, estatal responsável pelas usinas nucleares brasileiras, enfrenta uma grave crise financeira, com recursos em caixa suficientes apenas até meados de março. O presidente interino, Alexandre Caporal, alertou para o risco de colapso, comparando a situação da empresa à dos Correios, e enfatizou a urgência de uma solução para o impasse da usina de Angra 3. A estatal busca a suspensão temporária da cobrança de quase R$ 7 bilhões em dívidas junto a bancos públicos, medida que daria fôlego até que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) defina o destino da usina.
Os gastos anuais com o serviço da dívida e a manutenção de Angra 3, cujas obras estão paralisadas há cerca de uma década, superam R$ 1 bilhão. Caporal ressalta que uma solução estrutural para Angra 3 é crucial para a estabilidade financeira da Eletronuclear, destacando a importância da decisão do CNPE para evitar um cenário de insolvência e garantir a continuidade das operações da empresa.
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