Câmara debate projeto que equipara misoginia ao crime de racismo
Grupo de trabalho discute a constitucionalidade do PL 896/23, que propõe tornar a misoginia um crime inafiançável e imprescritível no Brasil.
Pontos principais
- O Projeto de Lei 896/23 prevê penas de dois a cinco anos de reclusão para o crime de misoginia.
- A proposta busca equiparar a misoginia ao racismo, tornando-a inafiançável e imprescritível.
- O grupo de trabalho, coordenado pela deputada Tabata Amaral, analisa a constitucionalidade e modelos internacionais.
- A apresentação do relatório final sobre a matéria está prevista para o dia 10 de junho.
A Câmara dos Deputados iniciou uma série de audiências públicas para debater os aspectos jurídicos do Projeto de Lei 896/23. Coordenado pela deputada Tabata Amaral, o grupo de trabalho avalia a viabilidade de equiparar a misoginia ao crime de racismo, o que tornaria a prática inafiançável e imprescritível. O texto propõe penas de dois a cinco anos de reclusão para os infratores. O objetivo central da iniciativa é conter a escalada de discursos de ódio que, segundo especialistas, frequentemente antecedem crimes mais graves, como o feminicídio. Além de analisar a constitucionalidade da proposta, os parlamentares estudam experiências internacionais para fundamentar o relatório final, que deve ser apresentado no dia 10 de junho. A discussão reflete a busca do Legislativo por mecanismos mais rigorosos de proteção contra a violência de gênero no país.
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