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Governo descarta incluir etanol em negociações tarifárias com os EUA

O governo brasileiro mantém o etanol fora das tratativas comerciais com os EUA para evitar sobretaxas, priorizando a proteção da indústria nacional.

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Foto: G1 - Economia
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07/07 às 17:15 · atualizado há 41min

Pontos principais

  • O ministro Márcio Elias Rosa descartou a redução ou eliminação da tarifa de 18% sobre o etanol importado dos EUA.
  • A exclusão do etanol visa proteger a economia do setor sucroalcooleiro, especialmente no Nordeste brasileiro.
  • O governo negocia para evitar a imposição de novas tarifas americanas sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
  • A proposta de zerar a tarifa sobre o etanol foi defendida pelo senador Flávio Bolsonaro, mas rejeitada pela equipe ministerial.
  • Equipes técnicas dos dois países mantêm conversas para evitar sobretaxas de 25% em produtos brasileiros.
  • A decisão final do governo americano sobre a aplicação de novas tarifas está prevista para o próximo dia 15 de julho.
  • O Brasil busca cooperação com os EUA em áreas como o combate ao crime transnacional durante o processo de negociação.

O governo brasileiro reafirmou que a tarifa de importação sobre o etanol americano, atualmente fixada em 18%, não faz parte da pauta de concessões nas negociações comerciais com os Estados Unidos. A posição foi reforçada pelo ministro Márcio Elias Rosa, que destacou o risco que uma eventual abertura representaria para a indústria sucroalcooleira, com impacto direto na economia do Nordeste. A decisão mantém o alinhamento com a orientação do presidente Lula, que prioriza a preservação do setor frente à pressão por mudanças tarifárias.

As tratativas ocorrem no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que investiga práticas comerciais brasileiras e ameaça a aplicação de sobretaxas de 25% sobre diversos produtos nacionais. Enquanto o governo busca uma solução diplomática e técnica para evitar essas sanções, a atuação do senador Flávio Bolsonaro, que defendeu a redução da tarifa do etanol em audiência do USTR, foi mantida à margem das negociações oficiais. Com a decisão final dos americanos esperada para 15 de julho, o Brasil aposta no diálogo e na cooperação em temas como o combate ao crime transnacional para garantir um desfecho favorável aos interesses econômicos do país.

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