Governo brasileiro vê oportunismo eleitoral em novas tarifas dos EUA
O governo mantém diálogos semanais com autoridades americanas para tentar reverter a proposta de sobretaxa de 25% sobre produtos nacionais.
Pontos principais
- O ministro Marcio Elias Rosa classificou a taxação americana como uma medida com viés político-eleitoral.
- Brasil e EUA mantêm reuniões semanais para discutir a proposta de tarifa de 25% sobre exportações brasileiras.
- O governo brasileiro decidiu não enviar representantes à audiência do USTR marcada para 6 de julho.
- Washington conduz uma investigação sobre supostas práticas desleais de comércio por parte do Brasil.
- O programa Brasil Soberano será utilizado para mitigar impactos em empresas e empregos afetados.
O governo brasileiro classificou a recente imposição de tarifas dos Estados Unidos como uma medida de oportunismo político-eleitoral, mas mantém uma estratégia de negociação técnica para conter a escalada das taxas. O ministro Marcio Elias Rosa confirmou que o Executivo realiza reuniões semanais com autoridades americanas para debater a proposta de sobretaxa de 25% sobre produtos nacionais e responder a uma investigação de Washington sobre supostas práticas desleais de comércio. Como parte da estratégia diplomática, o país optou por não comparecer à audiência do Escritório do Representante de Comércio dos EUA, agendada para 6 de julho. Paralelamente, o governo federal anunciou que o programa Brasil Soberano disponibilizará recursos para proteger empresas e postos de trabalho que possam ser impactados pelas possíveis sanções comerciais, buscando esclarecer as posições brasileiras e evitar a imposição definitiva de barreiras tarifárias.
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