Governo busca consenso com EUA para reverter tarifas até 15 de julho
Brasil e EUA intensificam negociações técnicas para evitar a imposição de novas tarifas comerciais antes do prazo limite de 15 de julho.
Pontos principais
- O governo brasileiro estabeleceu 15 de julho como prazo final para negociar a reversão de tarifas impostas pela administração Trump.
- O ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, lideram tratativas sobre comércio digital, etanol e meio ambiente.
- A administração de Donald Trump justifica a ameaça de taxação alegando concorrência desleal, citando o sistema Pix como ponto de preocupação.
- O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, criticou a articulação de políticos da oposição com a equipe americana, classificando-a como afronta à soberania.
- As negociações seguem diretrizes estabelecidas pelos presidentes Lula e Donald Trump em maio, priorizando o diálogo técnico contra o unilateralismo.
O governo brasileiro intensificou as negociações técnicas com os Estados Unidos para evitar a imposição de tarifas extras, mantendo o dia 15 de julho como prazo limite para um consenso. O ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial americano, Jamieson Greer, buscam alinhar pontos sensíveis como comércio digital, etanol e questões ambientais, seguindo as diretrizes estabelecidas pelos presidentes Lula e Donald Trump em maio. O governo brasileiro defende a continuidade desse diálogo técnico como forma de evitar medidas unilaterais por parte de Washington.
A administração de Donald Trump justifica a ameaça de taxação alegando concorrência desleal, apontando o sistema Pix como um dos principais pontos de atrito. Em resposta, o governo brasileiro nega irregularidades e reforça sua conformidade com padrões internacionais. Paralelamente, o cenário político interno permanece tenso: o ministro Márcio Elias Rosa criticou a atuação de integrantes da oposição, acusando-os de poluir o debate com interesses eleitorais, enquanto o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, classificou a colaboração de políticos brasileiros com a equipe americana como uma afronta à soberania nacional.
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