Governo brasileiro busca negociar novas tarifas impostas pelos EUA
O governo Lula tenta reverter sobretaxas americanas de até 25% em reunião com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer.
Pontos principais
- A administração Trump propôs tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, alegando práticas comerciais desleais.
- Uma sobretaxa adicional de 12,5% foi aplicada a 60 países, incluindo o Brasil, sob justificativa de combate ao trabalho forçado.
- Autoridades brasileiras buscam diálogo com o representante de Comércio dos EUA para mitigar os impactos econômicos.
- Especialistas avaliam que as novas medidas visam contornar decisões anteriores da Suprema Corte americana sobre taxas de importação.
O governo brasileiro intensificou esforços diplomáticos para conter o impacto de novas tarifas impostas pela administração de Donald Trump. Além da sobretaxa de 12,5% aplicada globalmente, os EUA propuseram uma taxação de 25% sobre produtos nacionais, sob a alegação de práticas comerciais desleais. Diante desse cenário, a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva planeja uma reunião com o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, para tentar negociar os termos dessas medidas. Autoridades brasileiras acreditam que a tarifa de 25% possui maior margem de negociação do que a medida global, que é vista como mais rígida por estar atrelada a questões de trabalho forçado. Analistas interpretam a ofensiva tarifária como uma estratégia da Casa Branca para contornar decisões da Suprema Corte americana que haviam derrubado taxas anteriores, mantendo o protecionismo como pilar central da política externa de Trump.
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