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Brasil tem até 15 de julho para evitar tarifas de até 37,5% dos EUA

O governo brasileiro negocia com os EUA para evitar sobretaxas de 37,5% impostas por investigações comerciais e trabalhistas, enquanto Lula defende a soberania nacional.

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Foto: G1 Política
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03/06 às 10:15 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A investigação da Seção 301 aponta insegurança jurídica para empresas americanas e críticas a decisões do STF sobre plataformas digitais.
  • A Amcham Brasil alerta que a alíquota pode atingir 37,5% ao somar sanções da Seção 301 com taxas sobre trabalho forçado.
  • O Brasil foi incluído em um grupo de países sujeitos a uma taxa adicional de 12,5% referente a normas de trabalho.
  • O ministro Mauro Vieira discutiu o tema com o representante americano Jamieson Greer durante reunião da OCDE na França.
  • O presidente Lula endureceu o discurso, defendendo a soberania nacional e o sistema PIX diante das pressões tarifárias.
  • O governo brasileiro deve enviar comentários formais até 1º de julho e participar de audiência pública em 6 de julho.
  • Lula sinalizou a possibilidade de buscar novos parceiros comerciais caso as negociações com Washington não avancem.

O governo brasileiro enfrenta um prazo crítico até 15 de julho de 2026 para evitar a imposição de tarifas punitivas pelos Estados Unidos. A ameaça comercial, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, foi agravada por um relatório do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) que cita decisões do STF, como o bloqueio de plataformas digitais, como fontes de insegurança jurídica. A Amcham Brasil alerta que o impacto total sobre as exportações nacionais pode atingir 37,5% caso se somem as sanções da Seção 301 a uma alíquota de 12,5% aplicada pelo governo de Donald Trump devido a investigações sobre trabalho forçado. Em resposta, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, iniciou tratativas com o representante americano Jamieson Greer durante reunião da OCDE na França para buscar uma solução negociada.

Paralelamente às negociações técnicas, o presidente Lula elevou o tom político, defendendo a soberania nacional e a autonomia de sistemas como o PIX frente às exigências americanas. Embora o governo mantenha canais de diálogo abertos e o compromisso de submeter comentários formais até 1º de julho, o presidente sinalizou que o Brasil poderá buscar novos parceiros comerciais caso as medidas tarifárias não sejam revertidas. O cenário, que ameaça diversos setores exportadores, coloca à prova a resiliência da parceria econômica entre as nações, com o governo brasileiro tentando equilibrar a diplomacia com a manutenção de suas políticas internas.

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