Ministério Público do Trabalho afirma que exploração da imagem de crianças por pais configura trabalho infantil, independentemente de ganhos diretos.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) reforçou que a caracterização do trabalho infantil em redes sociais não depende exclusivamente da monetização direta. Segundo o órgão, a exploração da imagem de crianças para gerar engajamento e produtividade constante configura violação de direitos, independentemente de lucros financeiros imediatos. A prática tem gerado alertas sobre a inversão de papéis familiares, na qual pais abdicam de suas carreiras para gerenciar a vida digital dos filhos, transformando-os em provedores do núcleo familiar. Essa dinâmica impõe uma pressão excessiva sobre o desenvolvimento infantil, motivando o MPT a buscar uma atualização nas interpretações legais para garantir a proteção contra a exploração comercial da infância no ambiente digital. O foco das autoridades é assegurar que o bem-estar dos menores prevaleça sobre a busca por métricas de audiência.
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