Câmara dos Deputados pode votar PL que equipara misoginia ao racismo
Projeto prevê penas mais severas para crimes de ódio contra mulheres e inclui punições específicas para o ambiente digital.
Pontos principais
- O texto equipara a misoginia ao racismo, tornando o crime inafiançável e imprescritível.
- A proposta estabelece penas de reclusão de dois a cinco anos, com agravantes para casos envolvendo grupos vulneráveis.
- O substitutivo da relatora Tábata Amaral foca na indução à violência ou restrição de direitos.
- O projeto permite a suspensão de perfis e contas em redes sociais para infratores no ambiente digital.
- A matéria já foi aprovada por unanimidade no Senado Federal em março deste ano.
A Câmara dos Deputados tem previsão de votar nesta terça-feira o Projeto de Lei da Misoginia, que busca equiparar crimes de ódio contra mulheres ao racismo. A proposta, que já passou pelo crivo do Senado Federal, estabelece que a prática se torne inafiançável e imprescritível, com penas de reclusão que variam de dois a cinco anos. O substitutivo apresentado pela relatora Tábata Amaral delimita o conceito de misoginia para focar em condutas que induzam à violência ou restrinjam direitos fundamentais. O texto também endereça o ambiente digital, prevendo a suspensão de contas de infratores. Embora o projeto tenha amplo apoio, parlamentares da oposição manifestaram preocupações sobre possíveis impactos na liberdade de expressão e religiosa, gerando debates sobre os limites da aplicação da nova legislação.
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