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Lula entrega projeto que amplia benefícios e teto de faturamento do MEI

O governo propõe elevar o teto do MEI para R$ 140 mil até 2028, permitir a contratação de dois funcionários e integrar a medida a um pacote de crédito.

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Foto: G1 Política
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29/06 às 14:31 · atualizado 22:31

Pontos principais

  • O teto de faturamento anual do MEI subirá para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
  • A proposta autoriza o microempreendedor a contratar até dois funcionários, dobrando a capacidade atual.
  • A medida visa atualizar o regime, que não sofria reajustes no teto desde 2018, combatendo a defasagem inflacionária.
  • O presidente Lula solicitou urgência na tramitação da matéria ao presidente da Câmara, Hugo Motta.
  • O projeto será integrado a um pacote mais amplo de incentivo ao crédito para pequenos negócios.
  • O objetivo é evitar que empreendedores migrem precocemente para regimes tributários mais complexos.
  • O deputado Jorge Goetten foi designado como relator da matéria em comissão especial.
  • Discussões sobre a recalibragem das alíquotas de contribuição buscam compensar impactos na arrecadação.
  • A expectativa do Legislativo é que o projeto seja votado antes do recesso parlamentar de julho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou à Câmara dos Deputados um projeto de lei que propõe a atualização escalonada do limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI). O texto, entregue ao presidente da Casa, Hugo Motta, prevê o aumento do teto anual para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. Além da revisão financeira, a proposta autoriza a contratação de até dois funcionários, visando adaptar o modelo ao crescimento do setor e à inflação acumulada desde 2018. O governo solicitou urgência na votação, sinalizando que a medida deve ser integrada a um pacote mais amplo de incentivo ao crédito para pequenos negócios.

A iniciativa é interpretada como uma estratégia política para fortalecer o apoio à agenda trabalhista e estimular a geração de empregos. Embora a equipe econômica mantenha cautela sobre os efeitos nas contas públicas, o governo busca equilibrar a viabilidade orçamentária com o fomento ao empreendedorismo. Como parte desse esforço, discussões sobre a recalibragem das alíquotas de contribuição do MEI já estão em pauta para compensar eventuais impactos na arrecadação federal, garantindo a sustentabilidade da proposta a longo prazo.

Segundo Hugo Motta, o projeto reforça o compromisso do Legislativo com a redução de distorções tributárias e o suporte ao crescimento de pequenos negócios. O deputado Jorge Goetten atua como relator da matéria em comissão especial, com a expectativa de que o texto seja votado antes do recesso parlamentar de julho. A proposta ainda precisa tramitar pelas instâncias legislativas antes de seguir para sanção, consolidando-se como uma das prioridades da agenda econômica do governo para o primeiro semestre.

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