O Banco Central (BC) revisou para cima sua projeção de inflação para 2026, passando de 3,5% para 3,9%, citando a guerra no Oriente Médio como principal fator. O conflito tem gerado incerteza global e impulsionado os preços do petróleo e gás, com reflexos diretos nos combustíveis e na inflação doméstica brasileira. Para 2027 e 2028, as expectativas de inflação também foram elevadas para 3,3% e 3,1%, respectivamente, com o IPCA projetado em 3,6% para 2026, permanecendo acima da meta.
Apesar da revisão inflacionária, o BC manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 em 1,6%, o menor desde 2020, e ressaltou que essa projeção está sujeita a "maior incerteza" devido aos potenciais efeitos dos conflitos no Oriente Médio. A estabilidade da projeção anual do PIB decorre do resultado do quarto trimestre de 2025 e da expectativa de expansão trimestral moderada em 2026, condicionada por política monetária restritiva e desaceleração global. O cenário para 2026 incorpora medidas de estímulo à demanda doméstica, como o aumento do salário mínimo e a isenção de IRPF, além de um mercado de trabalho aquecido.
A instituição sinalizou que a política de juros deverá permanecer "contracionista" (restritiva) em resposta ao cenário de incerteza. Outras estimativas econômicas foram atualizadas, como a previsão de crescimento do crédito para 9,0% este ano e o superávit da balança comercial, revisado para US$73 bilhões. O déficit em transações correntes para 2026 foi reduzido para US$ 58 bilhões, impulsionado pela melhora na projeção do saldo comercial e aumento das exportações, especialmente de petróleo.
Agência Brasil - EBC • 26 mar, 12:07
InfoMoney • 26 mar, 08:32
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