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FMI eleva projeção de crescimento do Brasil para 2,4% em 2026

O FMI revisou para cima a expectativa para o PIB brasileiro em 2026, enquanto reduziu a previsão de crescimento global para 3% devido a tensões geopolíticas.

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Foto: Times Brasil
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08/07 às 11:15 · atualizado há 1h

Pontos principais

  • A projeção de crescimento do PIB brasileiro para 2026 subiu de 1,9% para 2,4%.
  • Para 2027, a estimativa de crescimento do Brasil foi ajustada para 2,2%.
  • O crescimento global em 2026 foi revisado para baixo, passando de 3,1% para 3%.
  • A inflação global em 2026 deve atingir 4,7%, com o FMI alertando para a estagnação da desinflação.
  • Conflitos no Oriente Médio e a fragmentação do comércio internacional são os principais riscos citados.
  • O avanço da inteligência artificial é apontado como um fator de suporte à demanda global.
  • A projeção do FMI para o Brasil em 2026 supera as estimativas atuais do Ministério da Fazenda e do Banco Central.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou uma atualização do seu relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO), trazendo um cenário de contrastes entre a economia brasileira e o panorama global. Enquanto a projeção de crescimento para o Brasil em 2026 foi elevada para 2,4% — um aumento de 0,5 ponto percentual em relação à estimativa anterior —, a previsão para o PIB global foi reduzida para 3%. A revisão brasileira destaca a resiliência do país frente aos pares da América Latina, superando inclusive as expectativas internas do Banco Central e do Ministério da Fazenda, embora o Fundo já projete uma leve desaceleração para 2,2% em 2027. Em contrapartida, o cenário mundial enfrenta desafios estruturais significativos. O FMI alertou que a tendência de desinflação, observada desde o início de 2024, estagnou, com a inflação global prevista em 4,7% para 2026, pressionada pelos custos de energia e alimentos. A instituição aponta que a incerteza geopolítica, exacerbada por conflitos no Oriente Médio e tensões comerciais, atua como um freio para o desenvolvimento econômico global. Além disso, o relatório destaca a fragmentação do comércio internacional como um fator de instabilidade persistente. Apesar dos riscos, o avanço da inteligência artificial permanece como um ponto de otimismo, funcionando como um motor de suporte à demanda global, ainda que o FMI recomende cautela quanto a possíveis correções nas expectativas do mercado sobre a tecnologia. O desempenho do Brasil, mesmo diante de incertezas comerciais com os Estados Unidos, reflete uma dinâmica interna que se descola, em parte, das dificuldades enfrentadas por outras economias emergentes, mantendo o país como um destaque positivo na região.

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