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IBGE revisa PIB de 2025 e Fazenda projeta crescimento de 2,3% em 2026

O PIB brasileiro cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, com governo mantendo projeção de 2,3% e Fiesp estimando alta de 1,9% para o ano.

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Foto: G1 Política
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29/05 às 09:45 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • O PIB brasileiro registrou alta de 1,1% no primeiro trimestre de 2026.
  • O crescimento acumulado de 2025 foi mantido em 2,3% após revisões técnicas do IBGE.
  • O Ministério da Fazenda reafirmou a estimativa de 2,3% para 2026, enquanto a Fiesp projeta 1,9%.
  • O avanço inicial foi impulsionado pela agropecuária (2,0%) e indústria geral (1,0%).
  • O consumo das famílias cresceu 1,0%, sustentado por um aumento real de 5,5% no rendimento dos trabalhadores.
  • A indústria de transformação segue estagnada devido aos juros elevados e custos restritivos.
  • O governo projeta uma desaceleração nos próximos trimestres, com retomada no final do ano impulsionada pela indústria e flexibilização monetária.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou os dados do PIB de 2025, mantendo a expansão anual em 2,3%. Em paralelo, o crescimento de 1,1% registrado no primeiro trimestre de 2026 consolidou diferentes perspectivas para o restante do ano. Enquanto o Ministério da Fazenda reafirmou sua meta de 2,3% para o PIB anual, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manteve sua projeção em 1,9%, citando a política monetária contracionista como fator de desaceleração gradual. O desempenho inicial foi sustentado pelo consumo das famílias, que cresceu 1,0% amparado por um aumento real de 5,5% no rendimento dos trabalhadores, além do bom desempenho da agropecuária e da construção civil.

Apesar do início positivo, a indústria de transformação apresentou estagnação, pressionada por juros elevados e custos restritivos. O governo federal projeta uma desaceleração nos trimestres seguintes, atribuída à dissipação de efeitos de políticas públicas, mas aposta em uma retomada de ritmo no quarto trimestre. A expectativa oficial é que o setor de serviços e a indústria manufatureira compensem a menor performance da agropecuária, cenário que deve ser auxiliado pela flexibilização monetária em curso para garantir o cumprimento das metas anuais.

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