Economia brasileira cresce entre 2,2% e 2,5% em 2025, impulsionada por agropecuária e consumo
A economia brasileira cresceu entre 2,2% e 2,5% em 2025, impulsionada pela agropecuária e consumo das famílias, mas com desaceleração devido à Selic alta e tarifas dos EUA.
Pontos principais
- O IBC-BR do Banco Central registrou expansão de 2,5% em 2025, o pior desempenho em cinco anos, mas com retração menor que a esperada em dezembro.
- A prévia do Monitor do PIB da FGV apontou crescimento de 2,2% em 2025, o quinto ano consecutivo de alta, embora com perda de ritmo nos últimos meses.
- A agropecuária foi o principal motor da economia em 2025, crescendo 13,1%, enquanto o consumo das famílias expandiu 1,5% e os investimentos 3,6%.
- A indústria teve queda de 0,2% no trimestre, e a desaceleração geral é atribuída à taxa Selic elevada (15% ao ano) e às tarifas impostas pelos EUA.
- Em dezembro de 2025, o IBC-Br recuou 0,2% em relação a novembro, superando a expectativa de -0,4%, e subiu 3,1% na comparação anual.
- O PIB brasileiro em valores correntes alcançou R$ 12,63 trilhões e o PIB per capita R$ 59.182, ambos recordes.
- Apesar da pressão restritiva, 2025 terminou com a menor taxa de desemprego já registrada pelo IBGE.
- O Banco Central sinalizou que deve iniciar o corte de juros em março, com estimativa de redução de 0,5 ponto percentual.
A economia brasileira registrou um crescimento que variou entre 2,2% e 2,5% em 2025, conforme dados da prévia do Monitor do PIB da FGV e do Índice de Atividade Econômica (IBC-BR) do Banco Central. Enquanto o IBC-BR apontou uma expansão de 2,5%, marcando o pior desempenho em cinco anos, a FGV indicou um crescimento de 2,2%, o quinto ano consecutivo de alta. A agropecuária foi o principal impulsionador, com uma expansão notável de 13,1%, complementada pelo crescimento de 1,5% no consumo das famílias e de 3,6% na Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos).
No entanto, a atividade econômica mostrou sinais de desaceleração nos últimos meses de 2025, atribuída principalmente à manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, uma medida do Banco Central para conter a inflação. Além disso, o “tarifaço” imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, também foi apontado como um fator de pressão. Apesar desses desafios, o PIB brasileiro em valores correntes alcançou R$ 12,63 trilhões e o PIB per capita R$ 59.182, ambos recordes, e o ano terminou com a menor taxa de desemprego já registrada pelo IBGE. O Banco Central sinalizou a possibilidade de iniciar o ciclo de corte de juros em março, com uma expectativa de redução de 0,5 ponto percentual.
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