Taxas do Tesouro Direto renovam máximas com incerteza fiscal e Selic
Títulos públicos atingem novos picos de rentabilidade pressionados pela alta nas projeções da Selic e pelo aumento do prêmio de risco doméstico.
Pontos principais
- O Tesouro IPCA+ 2032 alcançou a marca histórica de 8,56% ao ano.
- Títulos prefixados operam próximos ao patamar de 15% ao ano.
- Boletim Focus elevou a mediana da Selic para 14,00% ao final de 2026.
- Incertezas políticas e tensões geopolíticas no Oriente Médio elevam o prêmio de risco dos ativos brasileiros.
As taxas dos títulos públicos brasileiros renovaram máximas nesta segunda-feira, refletindo um cenário de maior aversão ao risco no mercado financeiro. A pressão sobre a curva de juros é impulsionada pela revisão das expectativas inflacionárias e pela elevação da mediana da Selic para 14,00% ao final de 2026, conforme indicado pelo Boletim Focus. O mercado precifica o encerramento do ciclo de cortes pelo Copom, enquanto o prêmio de risco doméstico é agravado por incertezas políticas e pelo cenário geopolítico instável no Oriente Médio. Com o Tesouro IPCA+ 2032 atingindo 8,56% e prefixados próximos a 15%, os investidores exigem retornos maiores para manter ativos brasileiros em suas carteiras, diante de um ambiente macroeconômico que sinaliza juros elevados por um período mais prolongado.
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