As taxas do Tesouro Direto registraram queda firme, impulsionadas pelo apetite por ativos brasileiros e o sinal do Copom para corte de juros em março.
As taxas dos títulos do Tesouro Direto registraram uma nova queda firme nesta semana, refletindo o crescente apetite por ativos brasileiros e um cenário global mais favorável. Títulos prefixados e atrelados à inflação (IPCA+) apresentaram recuos significativos, impulsionados por um fluxo sólido de recursos estrangeiros para o Brasil e a melhora do humor global. A curva de juros brasileira também se beneficia da queda nos rendimentos dos Treasuries americanos.
O principal catalisador recente foi a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 15%, mas sinalizar um possível corte de juros em março. Essa sinalização impactou positivamente os títulos, com os prefixados apresentando as maiores quedas. O mercado agora especula sobre a intensidade do primeiro corte, com a maioria esperando uma redução de 0,50 ponto percentual. Analistas da Warren Investimentos e Bank of America comentam a necessidade de calibração da taxa de juros e as expectativas para os próximos cortes.