Taxas do Tesouro Direto renovam máximas de 2026 com temor inflacionário
Juros dos títulos públicos sobem após revisão das projeções do Boletim Focus e incertezas sobre a trajetória da inflação e da Selic.
Pontos principais
- Taxas do Tesouro IPCA+ 2050 atingiram 7,32% nesta segunda-feira.
- Boletim Focus elevou a estimativa da Selic para 13,5% e do IPCA para 5,11% em 2026.
- Pressão inflacionária é influenciada por dados do payroll americano e tensões geopolíticas.
- Mercado aguarda a divulgação do IPCA doméstico para balizar as expectativas de juros.
As taxas dos títulos do Tesouro Direto atingiram novas máximas em 2026 nesta segunda-feira, refletindo a cautela do mercado financeiro diante de um cenário de inflação persistente. O movimento foi impulsionado pela recente atualização do Boletim Focus, que elevou as projeções para a taxa Selic a 13,5% e para o IPCA a 5,11% ao final do ano. Os papéis atrelados à inflação, como o Tesouro IPCA+ 2050, lideraram a alta, evidenciando a busca dos investidores por proteção contra a desvalorização monetária. Esse cenário de estresse nos rendimentos é agravado por fatores externos, incluindo a força do mercado de trabalho nos Estados Unidos, refletida nos dados do payroll, e as incertezas geopolíticas no Oriente Médio. Agora, o mercado volta sua atenção para a divulgação do IPCA doméstico, que servirá como um indicador crucial para definir a trajetória dos juros nos próximos meses.
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