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Taxas de DIs sobem com tensão geopolítica e cautela no mercado de títulos

A revogação de licenças de petróleo iraniano pelos EUA pressionou os juros futuros brasileiros, enquanto o mercado aguarda intervenções do Tesouro.

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Foto: Bloomberg - Markets
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07/07 às 08:04 · atualizado 18:03

Pontos principais

  • As taxas dos DIs fecharam em alta após a revogação de licenças para venda de petróleo iraniano pelos EUA.
  • O movimento foi impulsionado pela alta nos rendimentos dos Treasuries e pela valorização do dólar.
  • O preço do petróleo Brent subiu cerca de 1,4% devido a tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz.
  • O Tesouro Nacional monitora a volatilidade no mercado de títulos atrelados à inflação, que soma R$ 2,3 trilhões.
  • Investidores aguardam possíveis intervenções do Tesouro, como cancelamento de leilões ou recompra de papéis.
  • O IGP-DI de junho registrou deflação de 0,79%, superando as expectativas do mercado.
  • Apostas em um corte de 25 pontos-base na taxa Selic em agosto ganharam força entre investidores.

As taxas dos DIs encerraram a sessão em alta, revertendo a tendência de acomodação observada durante o dia. O estresse no mercado foi catalisado pela decisão do governo de Donald Trump de revogar licenças para a venda de petróleo iraniano, o que elevou as tensões no Oriente Médio e pressionou os rendimentos dos Treasuries americanos. Esse cenário de incerteza geopolítica impulsionou o dólar e gerou um movimento de aversão ao risco que se refletiu diretamente na curva de juros brasileira.

Simultaneamente, o mercado mantém foco na postura do Tesouro Nacional diante da volatilidade dos títulos atrelados à inflação. Com emissões de NTN-B atingindo níveis baixos em junho, analistas monitoram a possibilidade de intervenções, como o cancelamento de leilões ou a recompra de papéis, para conter a alta das taxas reais. Embora o governo possua recursos para estabilizar o segmento, a cautela prevalece devido às preocupações com a política de gastos públicos e a demanda por dívida, mesmo com o dado positivo de deflação de 0,79% no IGP-DI de junho.

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