Juros do Tesouro Direto disparam após dados fortes de emprego nos EUA, elevando a curva de juros brasileira e pressionando ativos de risco.
As taxas dos títulos do Tesouro Direto atingiram máximas em 2026, impulsionadas pela divulgação de dados robustos do mercado de trabalho nos Estados Unidos. A criação de 172 mil vagas em maio, acima das projeções de mercado, somada à revisão positiva de abril, intensificou a percepção de resiliência da economia americana. Esse cenário pressionou a curva de juros brasileira, levando o Tesouro Prefixado 2029 a 14,52% e o IPCA+ 2032 a superar a marca de 8% ao ano. A instabilidade foi tamanha que a plataforma do Tesouro Direto precisou acionar um circuit breaker para conter o fluxo de negociações. O impacto externo também foi sentido no mercado de capitais, com o Ibovespa em queda e o dólar em alta, enquanto economistas debatem se a persistência inflacionária exigirá novos ajustes monetários pelo Federal Reserve e pelo Banco Central do Brasil.
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