Governo federal bloqueará recursos de bets ilegais para segurança
O governo federal oficializou o bloqueio administrativo de bens de bets irregulares, destinando os valores ao Fundo Nacional de Segurança Pública.
Pontos principais
- O Decreto nº 13.033/2026 autoriza o bloqueio imediato de contas bancárias de operadores de apostas sem autorização.
- Os recursos bloqueados serão transferidos ao Fundo Nacional de Segurança Pública após a conclusão dos trâmites legais.
- Instituições financeiras e fintechs tornam-se responsáveis solidárias por tributos caso facilitem transações de plataformas irregulares.
- A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) notificará bancos para o bloqueio em até 24 horas após a identificação da irregularidade.
- Influenciadores que promoverem bets ilegais estarão sujeitos à cobrança de impostos sobre os ganhos obtidos.
- A medida é amparada pela Lei Antifacção, visando combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do crime organizado.
- A ação é um desdobramento da operação 'Conto da Sorte', que investigou 37 empresas com movimentações de R$ 50 bilhões.
O governo federal oficializou, por meio do Decreto nº 13.033/2026, medidas rigorosas para o bloqueio administrativo de recursos e bens de casas de apostas que operam de forma irregular no país. A iniciativa, coordenada pelos ministérios da Fazenda e da Justiça, busca desarticular o uso dessas plataformas para práticas ilícitas, como a lavagem de dinheiro e o financiamento de organizações criminosas. Com a nova determinação, a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) notificará instituições financeiras para que realizem o bloqueio de ativos em até 24 horas após a identificação da irregularidade, sob supervisão do Banco Central e conforme diretrizes do Conselho Monetário Nacional.
Além da asfixia financeira, a norma estabelece que bancos e fintechs tornam-se responsáveis solidários por tributos não recolhidos caso facilitem operações de plataformas clandestinas após a notificação. A estratégia também alcança influenciadores digitais, que estarão sujeitos à cobrança de Imposto de Renda, PIS e Cofins sobre os ganhos obtidos com a divulgação dessas empresas. A medida é viabilizada pela Lei Antifacção, que prevê o perdimento de bens provenientes de atividades ilegais, garantindo que os valores recuperados sejam revertidos ao Fundo Nacional de Segurança Pública após o devido processo legal.
A ação é um desdobramento direto da operação 'Conto da Sorte', que apura esquemas bilionários no setor, envolvendo investigações sobre um grupo de 37 empresas com movimentações estimadas em R$ 50 bilhões. Para operacionalizar a fiscalização, a Receita Federal atuará em parceria com órgãos de controle para assegurar a integridade do mercado nacional de apostas online. O objetivo central é reduzir a influência de operadores clandestinos e assegurar que o setor de apostas opere estritamente dentro dos parâmetros legais estabelecidos pelo governo federal.
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