Governo endurece regras para publicidade de bets a partir de julho
Novas portarias federais exigem alertas sobre riscos financeiros e proíbem promessas de ganho fácil em propagandas de apostas esportivas.
Pontos principais
- As novas regras de publicidade para casas de apostas entram em vigor em 17 de julho de 2026.
- Peças publicitárias deverão exibir avisos explícitos de que apostas não são investimento e podem causar perda de dinheiro.
- Fica proibida a indução de apostas por meio de comentaristas ou influenciadores que utilizem suposta autoridade técnica.
- Empresas infratoras podem sofrer multas de até 20% do faturamento e suspensão das operações.
- Veículos de mídia que descumprirem as normas estão sujeitos a multas de até R$ 14 milhões.
- O governo já removeu mais de 54 mil sites irregulares e notificou 37 fintechs para bloquear recursos de bets ilegais.
- As medidas visam proteger o consumidor contra o vício, o endividamento e a exploração de vulnerabilidades psicológicas.
O governo federal publicou um novo conjunto de portarias que impõe restrições severas à publicidade de casas de apostas, conhecidas como bets, com vigência a partir de 17 de julho de 2026. As normas exigem que todo material publicitário contenha advertências claras sobre os riscos financeiros, proibindo explicitamente a associação de apostas a investimentos ou a promessas de ganhos fáceis. Além disso, a regulação veda a utilização de especialistas, comentaristas ou influenciadores para induzir palpites, uma prática que ganhou destaque negativo durante transmissões esportivas recentes. A iniciativa busca mitigar o impacto social do setor, focando na proteção de públicos vulneráveis contra o vício e o endividamento.
Além das exigências publicitárias, o governo intensificou a fiscalização sobre a operação das plataformas no país. Empresas que não se adequarem às novas diretrizes estarão sujeitas a penalidades severas, incluindo multas de até 20% sobre o faturamento e a suspensão das atividades. Veículos de mídia que veicularem propagandas irregulares também poderão ser multados em até R$ 14 milhões. O esforço faz parte de uma estratégia mais ampla de regularização do mercado, que já resultou na derrubada de mais de 54 mil sites irregulares e na notificação de 37 fintechs para o bloqueio de recursos de bets ilegais, visando garantir maior transparência e responsabilidade social no setor.
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