Polícia Federal mira dono do Banco Pleno em nova fase da Operação Compliance Zero
Augusto Ferreira Lima é investigado por fraudes e pagamentos de propina, enquanto o Banco Central decreta a liquidação extrajudicial do Banco Pleno.
Pontos principais
- A Polícia Federal investiga Augusto Ferreira Lima por fraudes e supostos pagamentos de propina ao senador Jaques Wagner.
- O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno devido a falhas normativas e instabilidade financeira.
- O empresário cancelou depoimento à PF sobre irregularidades na venda de carteiras de crédito ao BRB após ser alvo da nova fase da operação.
- As apurações focam em irregularidades no sistema de crédito consignado Credcesta e na gestão de recursos durante a administração de Wagner na Bahia.
- A defesa de Lima nega irregularidades, classificando as diligências como desnecessárias e afirmando que as operações financeiras são lícitas.
O empresário Augusto Ferreira Lima, proprietário do Banco Pleno, tornou-se alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A ação ocorre simultaneamente à liquidação extrajudicial da instituição financeira pelo Banco Central, motivada por falhas regulatórias. Paralelamente, as investigações avançam sobre suspeitas de pagamentos de propina ao senador Jaques Wagner, relacionadas à implementação de sistemas de crédito consignado na Bahia. Em meio ao cerco policial, Lima desistiu de prestar depoimento sobre fraudes envolvendo o BRB, enquanto sua defesa sustenta a licitude das operações. O caso, que também apura irregularidades no cartão Credcesta, segue sob investigação com o bloqueio de bens dos controladores, enquanto a PF mantém o cronograma de oitivas com ex-gestores do Banco Master e do BRB até julho.
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