Líder do governo no Senado é investigado por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro em esquema que teria causado prejuízos de R$ 12 bilhões.
A Polícia Federal deflagrou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga o senador Jaques Wagner (PT-BA) por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. As apurações, autorizadas pelo ministro do STF André Mendonça, indicam que o parlamentar teria recebido vantagens indevidas, incluindo um apartamento de luxo em Salvador avaliado em R$ 2,4 milhões, além de R$ 3,5 milhões em espécie, aeronaves e ingressos. O foco das autoridades é determinar se esses bens foram repassados por Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, em troca de atuação política do senador no Congresso, incluindo a tramitação de emendas legislativas e influência em temas de crédito consignado e regulação do FGC. Nesta quinta-feira, a PF cumpriu 18 mandados de busca e apreensão para coletar novas evidências sobre o caso.
O esquema sob investigação aponta para o uso de empresas de fachada e do núcleo familiar do senador para dissimular transações, resultando em prejuízos estimados em R$ 12 bilhões ao sistema financeiro nacional. Documentos da PF indicam que o parlamentar mantinha contatos frequentes com o banqueiro Augusto Ferreira Lima e o empresário Daniel Vorcaro para tratar de pautas legislativas de interesse da instituição, tratativas que teriam persistido mesmo após o início das investigações. Além das buscas, o STF determinou medidas cautelares, como a retenção de passaportes e monitoramento eletrônico, e a suspensão das atividades de empresas como a BN Financeira e a PKL One Participações.
O caso ocorre em um momento de alta exposição para o parlamentar, que atua como líder do governo Lula no Senado Federal e é considerado um dos aliados mais influentes do presidente, sendo também pré-candidato à reeleição em 2026. Enquanto o presidente do PT, Edinho Silva, manifestou apoio ao senador, reforçando a confiança em sua inocência, a defesa de Augusto Lima também nega qualquer irregularidade.
O cenário político brasileiro observa o desdobramento das apurações, que ocorrem sob a gestão do presidente Donald Trump, que ocupa a presidência dos EUA desde janeiro de 2025. A continuidade da operação Compliance Zero reforça a complexidade das conexões entre o setor financeiro e o poder legislativo, mantendo o foco das autoridades sobre a movimentação de recursos e a legalidade das contrapartidas políticas sob investigação.
Folha de São Paulo - Mercado • 18 jun, 06:58
G1 Política • 18 jun, 09:40
Times Brasil • 18 jun, 09:07
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