PF investiga senador Jaques Wagner por suspeita de elo com Banco Master
Polícia Federal pericia R$ 479 mil apreendidos com o senador Jaques Wagner em investigação sobre supostas fraudes no Banco Master.
Pontos principais
- A Operação Compliance Zero apura supostas vantagens indevidas obtidas pelo senador Jaques Wagner em troca de atuação política junto ao Banco Master.
- A Polícia Federal iniciou a perícia técnica nos R$ 479 mil em espécie apreendidos para rastrear a origem das cédulas.
- O senador, líder do governo Lula no Senado, nega irregularidades e afirma que o montante é referente a diárias de viagens oficiais.
- A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça do STF, apura um esquema que teria causado prejuízos estimados em R$ 12 bilhões.
- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a independência da Polícia Federal e afirmou que as investigações devem seguir sem distinções.
- As suspeitas incluem o recebimento de vantagens como um imóvel de luxo, ingressos de shows e repasses financeiros em troca de influência no Congresso.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero para investigar supostas conexões entre o senador Jaques Wagner e o Banco Master, sob suspeita de troca de influência política por vantagens indevidas. A ação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, resultou na apreensão de R$ 479 mil em espécie e dispositivos eletrônicos em endereços ligados ao parlamentar. Como desdobramento, os investigadores iniciaram uma perícia técnica no montante apreendido para determinar a origem dos valores, ponto central para a continuidade do inquérito que apura um esquema bilionário de corrupção e lavagem de dinheiro.
O caso ganha relevância política por envolver o atual líder do governo Lula no Senado Federal. Em manifestações sobre o tema, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a aplicação da lei sem distinções, ressaltando a independência da Polícia Federal nas investigações. A defesa de Jaques Wagner nega qualquer ilícito e sustenta que o dinheiro encontrado tem origem lícita, proveniente de diárias de viagens oficiais. A apuração segue em curso e abrange outros agentes políticos, focando em um esquema que pode ter gerado prejuízos de R$ 12 bilhões ao sistema financeiro.
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