O senador nega irregularidades em transações envolvendo o Banco Master e mantém apoio de Lula enquanto a PF amplia investigações sobre seu patrimônio.
O senador Jaques Wagner (PT-BA) tornou-se alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master. Em declarações, o parlamentar refutou as acusações de recebimento de propina, reiterando que sua relação com o fundador do banco, Daniel Vorcaro, é mínima. Sobre os US$ 49 mil encontrados pela PF, Wagner esclareceu que o montante é fruto de economias de diárias recebidas em missões oficiais, enquanto defendeu a legalidade da negociação de um imóvel em Salvador, argumentando que este não integra seu patrimônio pessoal. Em meio às apurações, Wagner também rebateu críticas de parlamentares da oposição, alegando que o escândalo do Banco Master ganhou corpo durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central.
Novos desdobramentos da investigação apontam que o senador teria recebido outras vantagens indevidas de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Relatórios da PF indicam o uso de aeronave particular para deslocamentos de Wagner e sua família, além do pagamento de ingressos para shows, incluindo apresentações da cantora Taylor Swift, custeados por empresas ligadas ao empresário. As autoridades também apuram a compra de um apartamento de R$ 2,5 milhões e repasses de R$ 3,5 milhões para uma empresa vinculada à nora do parlamentar. A defesa de Augusto Lima nega irregularidades e afirma que o empresário está à disposição das autoridades.
Recentemente, Wagner utilizou a tribuna do Senado para justificar a venda da estatal Ebal, medida que ele defendeu como necessária para eliminar prejuízos anuais de R$ 80 milhões, em um contexto onde ele e Augusto Lima seguem sob o escrutínio da PF. Enquanto isso, o relator da PEC do Banco Central, senador Plínio Valério (PSDB-AM), negou que Wagner tenha tentado influenciar a relatoria em prol da chamada 'emenda Master'. O Banco Master teve sua liquidação decretada em novembro de 2025, gerando um custo superior a R$ 40 bilhões ao FGC. Wagner, que não é réu nem foi denunciado até o momento, mantém o apoio do presidente Lula para seguir na liderança do governo no Senado.
Times Brasil • 18 jun, 18:35
Folha de São Paulo - Mercado • 18 jun, 18:00
Times Brasil • 18 jun, 17:20
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