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Jaques Wagner nega irregularidades e mantém apoio de Lula após operação

O senador Jaques Wagner nega envolvimento no Caso Master sob pressão da oposição, que exige explicações e articula a criação de uma CPMI após nova fase da Operação Compliance Zero.

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Foto: G1 Política
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18/06 às 17:15 · atualizado 19/06 às 00:31

Pontos principais

  • O senador Jaques Wagner é alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura transações envolvendo o Banco Master.
  • A PF investiga o uso de aeronave particular, ingressos para shows e repasses financeiros para empresa da nora do senador.
  • Relatórios apontam a compra de um imóvel de R$ 2,5 milhões e o recebimento de vantagens intermediadas pelo ex-sócio Augusto Lima.
  • Wagner nega recebimento de vantagens indevidas e afirma que os US$ 49 mil apreendidos são economias de diárias oficiais.
  • Investigações sugerem que o senador teria atuado em pautas regulatórias de interesse do banco, incluindo a chamada 'Emenda Master'.
  • O Banco Master teve sua liquidação decretada em novembro de 2025, gerando um custo superior a R$ 40 bilhões ao FGC.
  • O ministro do STF André Mendonça autorizou a operação após identificar o uso de comunicações de baixa rastreabilidade entre os investigados.
  • A oposição no Senado, liderada por Izalci Lucas, exige explicações formais e defende a instalação de uma CPMI para apurar o caso.
  • O senador mantém a confiança de Lula e do presidente do PT, Edinho Silva, amparado por uma relação de longa data com o presidente.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) tornou-se alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master. Antes da operação, o presidente Lula questionou o parlamentar diversas vezes sobre seu envolvimento com o caso, recebendo negativas sobre qualquer ligação indevida. Wagner, que não é réu nem foi denunciado até o momento, mantém o apoio do governo e da cúpula do PT para seguir na liderança no Senado, confiando que sua trajetória política garantirá sua permanência no cargo.

Em declarações, o parlamentar refutou as acusações de recebimento de vantagens indevidas, reiterando que sua relação com o fundador do banco, Daniel Vorcaro, é mínima. Sobre os US$ 49 mil encontrados pela PF durante busca e apreensão autorizada pelo ministro André Mendonça, Wagner esclareceu que o montante é fruto de economias de diárias recebidas em missões oficiais. A investigação, contudo, aponta que o senador teria recebido outros benefícios, como o uso de aeronave particular, ingressos para shows e repasses financeiros para uma empresa vinculada à sua nora, todos supostamente intermediados pelo ex-sócio do banco, Augusto Lima.

As autoridades também apuram a compra de um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões e se houve atuação direta do parlamentar em pautas regulatórias de interesse do grupo financeiro, incluindo a chamada 'Emenda Master'. O ministro do STF André Mendonça autorizou a operação após a PF identificar indícios de uso de comunicações de baixa rastreabilidade entre os investigados, o que reforçou a necessidade de diligências mais aprofundadas sobre o esquema de fraudes financeiras que envolve o banco desde 2025.

Enquanto a defesa de Augusto Lima nega irregularidades, a oposição no Senado, liderada pelo senador Izalci Lucas, elevou o tom das críticas. O grupo parlamentar exige explicações detalhadas e articula a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as suspeitas de propina. O Banco Master teve sua liquidação decretada em novembro de 2025, gerando um custo superior a R$ 40 bilhões ao FGC, o que intensificou o escrutínio público sobre o caso.

O ministro André Mendonça tem recebido elogios da oposição pela condução das diligências. Enquanto aliados do governo expressam preocupação com o desgaste político causado pelo escândalo em pleno cenário eleitoral, o presidente do PT, Edinho Silva, manifestou publicamente confiança na inocência de Wagner, reforçando que o partido aguarda o desfecho das investigações sem retirar o apoio ao líder governista.

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