PF aponta contatos frequentes entre Jaques Wagner e sócio do Banco Master
Investigação revela 74 ligações entre o senador e Augusto Lima, além de indícios de presentes de luxo a políticos baianos.
Pontos principais
- A Polícia Federal identificou 74 chamadas telefônicas entre o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Ferreira Lima em um ano e meio.
- Documentos da Operação Compliance Zero sugerem a entrega de vinhos de alto valor a autoridades como Rui Costa, Jerônimo Rodrigues e ACM Neto.
- O ministro André Mendonça, do STF, retirou o sigilo da decisão que autorizou o monitoramento dos celulares de Wagner e do ex-sócio do Banco Master.
- As investigações apuram suspeitas de tráfico de influência e recebimento de vantagens indevidas, incluindo um apartamento de luxo.
- O senador Jaques Wagner negou as irregularidades e afirmou que provará sua inocência no curso das apurações.
Documentos da Polícia Federal tornados públicos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelaram uma intensa comunicação entre o senador Jaques Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. A investigação, que integra a 9ª fase da Operação Compliance Zero, aponta a existência de 74 registros de chamadas telefônicas entre ambos ao longo de 18 meses. Segundo a PF, o uso recorrente de ligações de voz teria como objetivo evitar o registro escrito de tratativas sensíveis entre o parlamentar e o executivo.
Além dos contatos telefônicos, a apuração aponta indícios de que o grupo investigado teria distribuído presentes de luxo, como vinhos de alto valor, para diversas autoridades políticas, incluindo o ministro Rui Costa, o governador Jerônimo Rodrigues e o ex-prefeito ACM Neto. O inquérito também investiga suspeitas mais graves, como o suposto recebimento de um apartamento de luxo pelo senador em troca de atuação parlamentar favorável aos interesses do Banco Master no Congresso Nacional. O senador Jaques Wagner declarou estar tranquilo e afirmou que provará sua inocência, enquanto outros citados, como o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, negaram o recebimento de qualquer presente.
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