PF aponta 74 ligações entre Jaques Wagner e ex-sócio do Banco Master
Documentos da Polícia Federal revelam intensa comunicação e supostos presentes de luxo a políticos em investigação sobre o Banco Master.
Pontos principais
- A Polícia Federal identificou 74 chamadas telefônicas entre o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Ferreira Lima.
- Investigações da 9ª fase da Operação Compliance Zero apuram suspeitas de tráfico de influência e fraudes financeiras.
- Relatórios indicam o envio de vinhos de alto valor e outros brindes de luxo a diversas autoridades políticas.
- Documentos citam o recebimento de um apartamento de R$ 2,45 milhões e repasses a empresas de familiares do senador.
- O ministro do STF, André Mendonça, retirou o sigilo da decisão que autorizou o monitoramento dos celulares dos envolvidos.
- A PF investiga se o Banco Master buscava favorecimento político em troca de vantagens indevidas a parlamentares.
- Jaques Wagner negou as irregularidades e afirmou que provará sua inocência no decorrer do processo.
Documentos tornados públicos pelo ministro do STF, André Mendonça, revelam que a Polícia Federal monitorou 74 chamadas telefônicas entre o senador Jaques Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. A investigação, que integra a nona fase da Operação Compliance Zero, apura um esquema de tráfico de influência e o suposto pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos em troca de atuação parlamentar favorável aos interesses da instituição financeira. Entre os indícios levantados, constam o recebimento de um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões e repasses financeiros a empresas ligadas a familiares do senador. Além disso, relatórios da PF apontam a existência de uma lista de autoridades que teriam recebido vinhos de luxo e outros brindes como presentes de fim de ano, incluindo nomes como Rui Costa, Jerônimo Rodrigues e ACM Neto. O uso de chamadas de voz teria sido uma estratégia adotada pelos investigados para evitar o registro escrito de tratativas sensíveis. Em resposta às revelações, o senador Jaques Wagner manifestou-se publicamente, declarando estar tranquilo e convicto de que provará sua inocência no âmbito das apurações. A defesa do parlamentar reforça que ele está focado em suas atividades legislativas enquanto o caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal.
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