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STF encerra julgamento sobre responsabilidade de big techs no Brasil

Supremo define regras para moderação de conteúdo, obriga presença legal no país e estabelece critérios de aplicação para ações judiciais em curso.

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Foto: G1 Política
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17/06 às 16:46 · atualizado 18:04

Pontos principais

  • Decisão unânime do STF estabelece que a nova regra de responsabilização se aplica a fatos ocorridos após junho de 2025.
  • Plataformas são obrigadas a manter sede e representante legal no Brasil, com prazo de 60 dias para adequação estrutural.
  • Empresas respondem por danos de conteúdos ilícitos, permitindo remoção após notificação de usuário, sem necessidade de ordem judicial prévia.
  • Publicações anteriores ao julgamento de 2025 seguem o regime do Marco Civil da Internet, exceto em casos de atos continuados.
  • Falhas sistêmicas na moderação configuram descumprimento do dever de cuidado, tornando as plataformas solidariamente responsáveis.

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento sobre a responsabilidade das plataformas digitais, consolidando um novo marco regulatório para o setor no Brasil. A decisão, que não admite mais recursos, impõe a obrigatoriedade de as empresas manterem sede e representação legal no país. O tribunal definiu que as novas regras de responsabilização se aplicam a fatos ocorridos após junho de 2025, enquanto publicações anteriores permanecem sob o regime do Marco Civil da Internet, salvo em casos de atos continuados. As big techs têm 60 dias para implementar canais de denúncia e sistemas de autorregulação. A Corte também permitiu a responsabilização das empresas caso não removam postagens criminosas após notificação direta do usuário, dispensando a necessidade de ordem judicial prévia para esses casos. A medida visa aumentar a segurança jurídica e a proteção dos usuários, forçando as plataformas a aprimorarem sua governança digital.

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