STF suspende julgamento de recursos sobre responsabilidade de big techs
O STF analisa recursos de plataformas digitais sobre a responsabilidade civil por conteúdos de terceiros e a exigência de representação legal no Brasil.
Pontos principais
- O julgamento foi pausado após o ministro Dias Toffoli sugerir ajustes na tese fixada pelo tribunal em 2024.
- Empresas como Google e Facebook buscam definições mais claras sobre prazos e critérios para notificações extrajudiciais.
- O plenário debate a obrigatoriedade de provedores manterem sede e representante legal no país para controle de ilícitos.
- O ministro Alexandre de Moraes defendeu a representação local para combater a influência política estrangeira.
- Toffoli questionou a aplicação das regras de responsabilidade para entidades sem fins lucrativos, como a Wikipédia.
O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a análise de recursos apresentados por grandes empresas de tecnologia, como Google e Facebook, que buscam maior clareza sobre a responsabilidade civil por conteúdos publicados por terceiros. A interrupção ocorreu após o ministro Dias Toffoli iniciar a leitura de seu voto e propor ajustes na tese fixada pela Corte no ano passado. As empresas solicitam critérios mais precisos sobre prazos para notificações extrajudiciais e questionam a aplicação imediata das regras. Além da moderação de conteúdo, o plenário debate a obrigatoriedade de provedores manterem sede e representante legal no Brasil. Enquanto o ministro Alexandre de Moraes defende a medida para o controle de ilícitos e combate à influência política estrangeira, Toffoli ponderou sobre a aplicação dessas exigências para entidades sem fins lucrativos, como a Wikipédia. O julgamento deve ser retomado na próxima sessão.
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