O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, mas o tom cauteloso do comunicado e a pressão inflacionária sinalizam uma possível pausa no ciclo.
O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic de 14,50% para 14,25% ao ano, consolidando o terceiro corte consecutivo. Apesar da decisão unânime, o comunicado oficial adotou um tom rigoroso, citando riscos inflacionários persistentes e incertezas tanto no cenário doméstico quanto no externo. Esse posicionamento levou parte do mercado a projetar uma possível pausa no ciclo de flexibilização já na próxima reunião, especialmente diante da manutenção dos juros pelo Federal Reserve nos Estados Unidos, que restringe a autonomia do Banco Central brasileiro. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou a medida, avaliando que o ajuste é insuficiente para estimular a retomada dos investimentos produtivos e reverter a estagnação econômica.
Mesmo com a redução, o Brasil mantém a liderança mundial em juros reais, o que continua a pressionar a alocação de ativos e a manter a volatilidade em títulos prefixados. Embora o avanço diplomático entre EUA e Irã no Oriente Médio seja visto como um fator positivo para a estabilização dos preços de commodities, o fluxo de capital estrangeiro segue sob pressão, enfrentando forte concorrência global com o aquecimento de IPOs de tecnologia no mercado americano. O cenário permanece de cautela, com investidores monitorando se a inflação corrente, que superou o teto da meta, forçará o comitê a interromper o ciclo de cortes de forma definitiva.
InfoMoney • 17 jun, 20:21
InvestNews • 17 jun, 19:30
Folha de São Paulo - Mercado • 17 jun, 19:00
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