O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil anunciou nesta quarta-feira (20) o primeiro corte da taxa Selic desde maio de 2024, reduzindo-a em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A decisão, que era amplamente esperada pelo mercado, ocorre em um cenário de incertezas internacionais, especialmente a disparada do preço do petróleo, que freou a intensidade do corte inicialmente projetado por alguns analistas.
Apesar da redução, o Banco Central retirou do comunicado a indicação de novos cortes nas próximas reuniões, citando a guerra no Oriente Médio como principal fator de incerteza. O conflito, mencionado quatro vezes no comunicado, pressiona o preço do petróleo e afeta a cadeia global de suprimentos, elevando as projeções de inflação para 2026. A estimativa de inflação para 2026 subiu de 3,8% para 4,1% no boletim Focus, aproximando-se do teto da meta contínua do CMN (4,5%). A inflação medida pelo IPCA-15 acelerou para 0,7% em fevereiro, mas recuou para 3,81% em 12 meses, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024.
O comitê decidiu aguardar novos desdobramentos para avaliar a duração e os efeitos do conflito na economia global e doméstica. Analistas de instituições financeiras como Itaú, ASA, JP Morgan e BofA já haviam ajustado suas previsões para um corte menos intenso ou até a manutenção da taxa, citando o balanço de riscos menos favorável. O Copom esteve desfalcado, pois os mandatos dos diretores Renato Gomes e Paulo Pichetti expiraram, e o presidente Lula ainda não indicou os substitutos. O corte da Selic é compatível com a estratégia de convergência da inflação para a meta e busca suavizar flutuações econômicas.
G1 - Economia • 18 mar, 18:41
Agência Brasil - EBC • 18 mar, 07:30
InfoMoney • 18 mar, 05:00
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