Economistas e o mercado financeiro projetam que o Copom manterá a taxa Selic em 14,5%, apesar das expectativas de inflação mais alta impulsionadas pelo choque do petróleo e um comunicado mais "hawkish" do Banco Central.
O Comitê de Política Monetária (Copom) inicia nesta terça-feira (28) sua reunião para definir a taxa de juros, com a decisão esperada para quarta-feira (29). Em um cenário de expectativas de inflação mais alta, a maioria dos economistas e o mercado financeiro projetam que o Copom manterá a taxa Selic em 14,5% ao ano. Essa projeção ocorre após um possível corte de 0,25 ponto percentual na reunião anterior, que a teria levado de 14,75% para 14,50%.
As previsões de inflação para o ano corrente e 2026 foram revisadas para cima, impulsionadas principalmente pelo aumento do preço do petróleo devido ao conflito entre EUA e Irã, que já se refletiu no IPCA de março. A XP, por exemplo, espera um comunicado mais "hawkish" do Copom, reforçando a cautela com a inflação e elevando as projeções do Banco Central para o IPCA de 2026 de 3,9% para 4,5%. Além disso, a economia brasileira apresenta um choque de demanda devido a medidas de estímulo do governo.
Economistas como Rodolfo Margato e Rodolpho Sartori argumentam que manter a Selic alta seria ineficiente para conter um choque inflacionário exógeno e prejudicaria a atividade econômica, buscando evitar o estrangulamento da economia. A XP mantém sua projeção da Selic em 13,50% ao final de 2026, condicionada à queda das tensões geopolíticas e dos preços do petróleo.
InfoMoney • 27 abr, 14:28
UOL - Economia • 27 abr, 09:58
Folha de São Paulo - Mercado • 27 abr, 08:57
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