Câmara aprova projeto que amplia proteção à indústria nacional
Nova legislação eleva margem de preferência para empresas locais em licitações públicas para estimular inovação e a indústria nacional.
Pontos principais
- A margem de preferência para bens e serviços nacionais em licitações subiu de 20% para 30% em casos de inovação e sustentabilidade.
- O projeto (PL 4133/23) permite a exigência de participação exclusiva de empresas nacionais em setores estratégicos ou de segurança.
- Governos deverão definir metas para a política industrial, tecnológica e de comércio exterior no primeiro ano de mandato.
- As novas regras de proteção estendem-se a concessões de serviços públicos e parcerias público-privadas.
A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 4133/23, que estabelece novas diretrizes para a proteção da indústria nacional em compras governamentais. A medida eleva de 20% para 30% a margem de preferência para bens e serviços locais que apresentem foco em inovação e sustentabilidade, além de permitir que o governo restrinja licitações em setores estratégicos ou de segurança nacional exclusivamente a empresas brasileiras. O texto também impõe a obrigatoriedade de que cada gestão defina suas metas para a política industrial e de comércio exterior logo no primeiro ano de mandato, aplicando as novas regras inclusive a concessões e parcerias público-privadas. Enquanto defensores da medida argumentam que a proteção é necessária para blindar o setor produtivo contra sobretaxas externas, críticos alertam para possíveis riscos de ineficiência econômica e redução da competitividade no mercado interno.
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