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Primeira Turma do STF condena Eduardo Bolsonaro por coação no processo

Eduardo Bolsonaro é condenado por coação enquanto a PGR reafirma a validade da condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

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Foto: G1 Política
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16/06 às 16:15 · atualizado 22:32

Pontos principais

  • A Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro por unanimidade pelo crime de coação no curso do processo.
  • O réu articulou sanções dos EUA e revogação de vistos de autoridades brasileiras para pressionar o STF.
  • A condenação de Eduardo Bolsonaro inclui a inelegibilidade e uma pena de quatro anos de prisão.
  • O relator Alexandre de Moraes afirmou que a conduta extrapolou as funções parlamentares ao tentar constranger o Judiciário.
  • A PGR manifestou-se contrária ao pedido da defesa de Jair Bolsonaro para revisar sua condenação de 27 anos e 3 meses.
  • O procurador-geral Paulo Gonet argumentou que não há provas novas ou erros judiciários que justifiquem a anulação da sentença.
  • A PGR reafirmou a legalidade da delação premiada de Mauro Cid e a competência do STF no julgamento do ex-presidente.
  • A acusação sustenta que Jair Bolsonaro liderou uma organização criminosa para restringir os Poderes e impedir a posse do governo eleito.
  • O pedido de revisão criminal de Jair Bolsonaro será julgado pela Segunda Turma do STF, sob relatoria de Nunes Marques.
  • Jair Bolsonaro cumpre atualmente pena em regime domiciliar devido a questões de saúde.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. O julgamento concluiu que o réu utilizou lobby internacional e desinformação para tentar interferir nas decisões da Corte, articulando sanções econômicas e a revogação de vistos de autoridades brasileiras junto ao governo dos Estados Unidos. O relator, ministro Alexandre de Moraes, enfatizou que a atuação do parlamentar extrapolou suas funções ao buscar constranger o sistema de Justiça durante o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Além da condenação, o colegiado impôs a inelegibilidade e uma pena de quatro anos de reclusão ao ex-deputado.

Paralelamente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se formalmente contrária ao pedido da defesa de Jair Bolsonaro para revisar sua condenação definitiva. Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral Paulo Gonet argumentou que não foram apresentadas provas novas ou elementos de ineditismo que justifiquem a anulação da sentença de 27 anos e 3 meses de prisão. A PGR rebateu alegações de parcialidade dos ministros e reafirmou a legalidade da colaboração premiada de Mauro Cid, sustentando que o ex-presidente liderou uma organização criminosa com o objetivo de restringir os Poderes e impedir a posse do governo eleito, citando episódios como a reunião com embaixadores e os atos de 8 de janeiro.

O pedido de revisão criminal, apresentado em maio, está sob relatoria do ministro Nunes Marques e será analisado pela Segunda Turma do STF. O magistrado classificou o caso como complexo e concedeu prazos estendidos para a manifestação das partes. Enquanto a defesa insiste na tese de nulidade processual e questiona a competência da Corte, a posição da PGR reforça a manutenção da condenação imposta anteriormente. O cenário jurídico atual reflete a tensão contínua entre as tentativas de revisão das sentenças do clã Bolsonaro e a firmeza da Corte em manter as decisões proferidas no âmbito das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado iniciadas em 2025.

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