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Comissão aprova projeto que proíbe fim de medida protetiva sem ouvir vítima

Proposta altera a Lei Maria da Penha para exigir escuta obrigatória da mulher antes da suspensão de medidas protetivas de urgência.

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Foto: Câmara dos Deputados
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15/06 às 16:15

Pontos principais

  • O Projeto de Lei 5287/25 foi aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
  • Juízes deverão comprovar a ausência de riscos físicos, psicológicos ou patrimoniais antes de revogar a proteção.
  • Dados de 2025 indicam que 13% das vítimas de feminicídio possuíam medida protetiva vigente.
  • A relatora Célia Xakriabá afirmou que a medida busca reduzir a reincidência de agressões.
  • O texto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprovou o Projeto de Lei 5287/25, que estabelece a obrigatoriedade de ouvir a vítima antes do cancelamento de medidas protetivas de urgência. A alteração na Lei Maria da Penha visa fortalecer a segurança das mulheres, exigindo que magistrados comprovem a inexistência de riscos físicos, psicológicos ou patrimoniais antes de qualquer decisão de suspensão. A relatora da proposta, Célia Xakriabá, destacou que o endurecimento das regras é fundamental para combater a subnotificação e a reincidência de casos de violência doméstica. A relevância do projeto é reforçada por estatísticas alarmantes, que apontam que 13% das vítimas de feminicídio em 2025 já contavam com medidas protetivas ativas. Após a aprovação na comissão temática, o texto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de avançar no processo legislativo.

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