PGR intensificará combate a deepfakes e facções nas eleições de 2026
Paulo Gonet afirmou que a PGR monitorará o uso de inteligência artificial e a influência do crime organizado no próximo pleito eleitoral brasileiro.
Pontos principais
- A PGR focará no combate à disseminação de deepfakes maliciosas e na interferência de facções em territórios dominados durante o pleito.
- Gonet defendeu a independência institucional da PGR, priorizando o ritmo do direito em detrimento de pressões midiáticas.
- O procurador-geral criticou a judicialização excessiva de conflitos políticos e a atuação do STF como instância legislativa.
- O órgão avalia os impactos da classificação de facções brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos na cooperação interna.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, anunciou uma postura rigorosa da PGR para garantir a integridade das eleições de 2026. A estratégia foca no monitoramento imediato de deepfakes e no combate à influência de facções criminosas e milícias que restringem a circulação de candidatos. Gonet ressaltou que a instituição manterá sua independência, priorizando o ritmo do direito frente a pressões externas. Além disso, o PGR comentou a recente classificação de grupos criminosos brasileiros como terroristas pelos Estados Unidos, apontando desafios para a imagem do país, mas vislumbrando possibilidades de cooperação. O procurador também reiterou sua preocupação com a judicialização excessiva da política, argumentando que a recorrência de partidos ao Supremo Tribunal Federal tem levado a Corte a atuar indevidamente como uma terceira câmara do Congresso, o que, segundo ele, compromete o equilíbrio entre os poderes.
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