A Polícia Federal negou pela segunda vez a delação de Daniel Vorcaro, investigado por fraudes de R$ 12 bilhões, mantendo o foco na Operação Compliance Zero.
A Polícia Federal oficializou ao ministro do STF André Mendonça, relator do caso, a rejeição da segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo os investigadores, o material apresentado não trouxe informações inéditas ou provas substanciais, sendo considerado insuficiente para justificar um acordo. Embora a PF tenha declinado da colaboração, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda mantém a proposta sob análise. O executivo é o principal alvo da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras de R$ 12 bilhões, corrupção e uso de milícia privada, além de tentativas de compra de ativos pelo BRB. Com o impasse nas negociações, Vorcaro deve deixar a Superintendência da Polícia Federal em Brasília para retornar ao presídio da Papuda.
As apurações também focam em possíveis pagamentos de propina, incluindo uma suposta mesada de R$ 300 mil ao senador Ciro Nogueira em troca de benefícios legislativos. O esquema envolveria a chamada 'Emenda Master', que pretendia elevar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), medida discutida após o banqueiro comparecer ao casamento da filha do parlamentar. Enquanto o processo contra Vorcaro segue sem colaboração, a Polícia Federal agora volta suas atenções para a possível delação de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que também permanece sob custódia das autoridades.
Agência Brasil - EBC • 11 jun, 21:05
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