PGR nega delação de Daniel Vorcaro e opina contra prisão domiciliar
A PGR rejeitou a segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro e defendeu ao STF a manutenção da prisão preventiva do dono do Banco Master.
Pontos principais
- A PGR e a Polícia Federal rejeitaram a segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro por falta de fatos novos e ausência de confissão.
- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra o pedido de prisão domiciliar do banqueiro.
- Vorcaro está preso desde março, alvo da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no Banco Master.
- A investigação analisa irregularidades no programa Credcesta e na tentativa de compra da instituição pelo BRB.
- O ministro do STF, André Mendonça, é o relator do caso e decidirá sobre o regime de detenção.
- A defesa de Vorcaro buscava a domiciliar, mas a PGR defende a manutenção da preventiva na Superintendência da PF.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) negou, pela segunda vez, a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Em manifestação enviada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, o procurador-geral Paulo Gonet reforçou que as informações oferecidas carecem de ineditismo e relevância, além de não apresentarem um compromisso concreto para a reparação dos R$ 12 bilhões que teriam sido desviados em esquemas sob apuração na Operação Compliance Zero. Com a negativa da PGR, que segue o entendimento da Polícia Federal, a tentativa de colaboração é considerada encerrada, impactando o andamento das investigações sobre o banco. A Polícia Federal reforçou que o investigado não apresentou fatos novos nem confessou crimes, o que inviabilizou o acordo.
Além da rejeição do acordo, a PGR posicionou-se contrária ao pedido da defesa para que Vorcaro cumpra prisão domiciliar. O empresário permanece detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, local que investigadores consideram adequado para a continuidade das apurações. A proposta de delação rejeitada incluía acusações contra parlamentares, como Davi Alcolumbre e Ciro Nogueira, além de menções ao programa Credcesta e ao ministro Rui Costa.
Fontes próximas ao processo confirmaram que a decisão de não aceitar o acordo reflete a posição consolidada dos órgãos de controle sobre a insuficiência das provas apresentadas pelo investigado. O ministro André Mendonça deve decidir nos próximos dias sobre a manutenção da prisão preventiva e a definição da unidade prisional adequada para o detento, mantendo o foco nas irregularidades financeiras que colocam Vorcaro como figura central do caso. Esta é a segunda vez que o Ministério Público Federal nega um acordo de colaboração ao investigado, mantendo a estratégia de prosseguir com a denúncia baseada nas provas já colhidas pela Polícia Federal.
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