Governo veta projeto que mantinha benefícios sociais para safristas
O governo federal vetou integralmente o projeto que permitiria a manutenção de benefícios sociais para trabalhadores rurais contratados por safra.
Pontos principais
- O projeto de lei 715/2023 propunha desconsiderar a renda de contratos temporários no cálculo de elegibilidade para programas como o Bolsa Família.
- A medida visava incentivar a formalização do trabalho no campo e mitigar a escassez de mão de obra sazonal.
- O governo justificou o veto, publicado no Diário Oficial da União, citando inconstitucionalidade e ausência de estimativa de impacto orçamentário.
- O Congresso Nacional analisará o veto presidencial, podendo optar pela sua manutenção ou derrubada.
O governo federal vetou integralmente o projeto de lei 715/2023, que buscava permitir que trabalhadores rurais contratados temporariamente em safras mantivessem o acesso a benefícios sociais, como o Bolsa Família. A proposta tinha como objetivo fomentar a formalização do trabalho temporário no setor agrícola, evitando que a renda sazonal excluísse o trabalhador dos programas de assistência. Em sua justificativa, publicada no Diário Oficial da União, o Executivo apontou inconstitucionalidade e a falta de uma estimativa clara sobre o impacto orçamentário que a medida causaria aos cofres públicos. O texto previa ainda a integração de dados via eSocial para monitorar os contratos. A decisão segue agora para análise do Congresso Nacional, onde os parlamentares decidirão pela manutenção ou pela derrubada do veto presidencial.
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