Lula sanciona lei de proteção a resgatados de trabalho escravo
Nova lei amplia suporte social a trabalhadores resgatados, garantindo prioridade em programas de assistência e endurecendo penas para abusos domésticos.
Pontos principais
- Trabalhadores resgatados ganham prioridade no Bolsa Família e inclusão no CadÚnico.
- Seguro-desemprego foi estendido para seis parcelas, com veto à exigência de ordem judicial para liberação.
- Vítimas mulheres podem acessar medidas protetivas da Lei Maria da Penha.
- Brasil registrou 2.772 resgates de trabalho análogo à escravidão em 2025, um aumento de 26,8%.
- Código Penal foi alterado para endurecer penas por lesões corporais em relações domésticas.
- Governo deve criar programas específicos de acolhimento e reinserção para as vítimas.
- Sindicatos passam a participar da formulação de políticas públicas e mecanismos de proteção.
O presidente Lula sancionou a Lei 15.455/2026, que reforça a rede de proteção a trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão. A legislação garante prioridade no Bolsa Família, inclusão no CadÚnico e a extensão do seguro-desemprego de três para seis parcelas, cada uma no valor de um salário mínimo. O texto também permite que juízes apliquem medidas protetivas inspiradas na Lei Maria da Penha, como o afastamento do agressor, e endurece penas para lesões corporais cometidas no âmbito de relações domésticas ou de trabalho doméstico. O governo realizou um veto parcial ao projeto, removendo o artigo que condicionava a concessão do seguro-desemprego à obtenção de ordem judicial, visando evitar atrasos no suporte financeiro imediato às vítimas.
Além do suporte financeiro, a nova lei estabelece que o poder público deve criar programas específicos de acolhimento, reinserção e readaptação para vítimas de abuso, assédio ou trabalho forçado. A norma também determina a participação ativa de sindicatos e entidades representativas da categoria na formulação de políticas públicas e mecanismos de proteção. A medida busca reduzir a vulnerabilidade econômica em um cenário que contabilizou 2.772 casos em 2025, representando um crescimento de 26,8% nas ocorrências. Denúncias de irregularidades continuam sendo processadas pelo Sistema Ipê, sob coordenação do Ministério do Trabalho e Emprego, que agora conta com ferramentas mais robustas para a fiscalização em ambientes residenciais.
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