Ibovespa futuro cai com tensões no Irã e incerteza eleitoral
O índice recua pressionado por tensões geopolíticas, inflação americana de 4,2% e incertezas fiscais e eleitorais no Brasil.
Pontos principais
- Ibovespa encerrou em queda de 0,68%, aos 168.658 pontos, em movimento de correção.
- Escalada de ataques entre EUA e Irã eleva riscos ao preço do petróleo e inflação global.
- Inflação americana de 4,2% mantém pressão sobre juros e drena liquidez de mercados emergentes.
- Preocupações fiscais domésticas e incertezas sobre o ciclo da Selic pesam sobre o mercado local.
- Pesquisa Genial/Quaest mantém Lula à frente de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno.
O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,68%, atingindo 168.658 pontos, refletindo um movimento de correção após oito semanas de alta. O cenário é dominado pela aversão ao risco global, intensificada pela escalada de ataques entre os Estados Unidos e o Irã. A tensão no Oriente Médio, especialmente o monitoramento do Estreito de Ormuz, gera temores sobre a volatilidade nos preços da energia e o impacto inflacionário global. Somado a isso, a confirmação de que a inflação ao consumidor nos EUA atingiu 4,2% mantém a pressão sobre a curva de juros americana, com analistas alertando que grandes IPOs de tecnologia no exterior podem drenar a liquidez de mercados emergentes. No âmbito doméstico, o sentimento de cautela é reforçado pela persistência de preocupações fiscais e pela possibilidade de interrupção no ciclo de cortes da taxa Selic. Além do cenário macroeconômico, o mercado monitora o ambiente político, com a pesquisa Genial/Quaest indicando Lula à frente de Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de segundo turno, o que pressiona setores sensíveis como consumo e bancos. Em contrapartida, a Petrobras mantém desempenho positivo, sustentada pela valorização do petróleo e pelo anúncio de uma nova aquisição no pré-sal, oferecendo um contraponto parcial à tendência de baixa generalizada no pregão.
Comentários
Carregando comentários...
