Ibovespa cai 2,34% com tarifas dos EUA, tensões no Irã e dados industriais
O Ibovespa fechou em queda de 2,34% pressionado por tarifas americanas, tensões geopolíticas no Golfo Pérsico e sinais de economia superaquecida.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o pregão aos 170.122 pontos, refletindo a interrupção esperada no ciclo de cortes de juros.
- Dados de produção industrial acima do esperado reforçam temores de inflação persistente e economia superaquecida.
- Tarifas de 25% impostas pelo governo Trump sobre produtos brasileiros elevam a incerteza comercial.
- A escalada militar entre Estados Unidos e Irã pressiona o preço do petróleo e reduz o apetite global ao risco.
- O dólar avançou para R$ 5,018, beneficiando exportadoras como a Suzano em meio à instabilidade.
O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta quarta-feira com queda expressiva de 2,34%, atingindo 170.122 pontos. O cenário de aversão ao risco foi agravado pela combinação de tensões geopolíticas no Golfo Pérsico entre Estados Unidos e Irã, a alta do petróleo e a imposição de tarifas de 25% sobre exportações brasileiras pelo governo Trump. Além do impacto externo, dados de produção industrial acima do esperado sinalizaram uma economia superaquecida, levando analistas a preverem uma interrupção no ciclo de cortes de juros. Em resposta, o presidente Lula convocou uma reunião ministerial para avaliar as implicações diplomáticas e comerciais das medidas americanas. Enquanto o dólar subiu para R$ 5,018, favorecendo empresas exportadoras como a Suzano, a Bolsa brasileira sofreu com a preferência de investidores estrangeiros pelo setor de tecnologia, onde o mercado local possui baixa representatividade.
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