Ibovespa recua aos 177 mil pontos sob pressão política e externa
O Ibovespa fechou a semana em queda de 3,71%, pressionado por incertezas inflacionárias globais, alta do petróleo e ruídos políticos internos.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o pregão em 177.238 pontos, acumulando baixa semanal de 3,71%.
- Investidores estrangeiros retiraram cerca de R$ 6,4 bilhões da bolsa brasileira em maio.
- O conflito no Irã e dados econômicos dos EUA elevaram o temor de um choque inflacionário global.
- Aversão ao risco provocou uma liquidação generalizada em ativos de renda variável e fixa ao redor do mundo.
- Resultados trimestrais negativos de empresas como Cosan e GPA pressionaram o desempenho do índice local.
O Ibovespa encerrou a semana em queda, atingindo 177.238 pontos, sob forte pressão de um cenário de aversão ao risco global e incertezas políticas domésticas. A volatilidade foi intensificada por dados de inflação nos Estados Unidos, que vieram abaixo das expectativas, e pela escalada do conflito envolvendo o Irã, que elevou o temor de um novo choque inflacionário e pressionou os preços globais de energia. Esse movimento gerou uma liquidação generalizada em ações e títulos, com investidores monitorando de perto como a política monetária americana responderá ao cenário de pressão inflacionária.
Internamente, o mercado brasileiro também sofreu com ruídos políticos e balanços trimestrais decepcionantes de companhias como Cosan e GPA. A fuga de capital estrangeiro, que já soma R$ 6,4 bilhões em maio, reflete a cautela dos investidores diante da instabilidade local e da manutenção de juros elevados. Embora a alta do petróleo tenha oferecido um suporte pontual às ações da Petrobras, o pessimismo predominou nos setores de varejo e bancário, levando gestores a recomendarem maior seletividade na alocação de ativos diante da incerteza macroeconômica.
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