Ibovespa recua pressionado por conflito no Irã e incertezas fiscais
O índice encerrou em queda, descolando-se do otimismo externo devido à alta do petróleo, ruídos fiscais e perdas no setor financeiro.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o pregão em queda, atingindo 176.589 pontos com volume financeiro de R$ 22,63 bilhões.
- A escalada do conflito entre EUA e Irã elevou os preços do petróleo, gerando temores inflacionários globais.
- O setor financeiro brasileiro registrou perdas, com destaque para a queda de 2,49% do Banco do Brasil.
- A tramitação do projeto 6x1 na Câmara e a fraqueza na demanda petroquímica pesaram sobre o mercado doméstico.
- Em Wall Street, o S&P 500 atingiu novo recorde impulsionado pelo setor de tecnologia e inteligência artificial.
O Ibovespa descolou-se do otimismo observado em Wall Street, onde o S&P 500 atingiu novo recorde, e encerrou o pregão em queda, pressionado pela escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã. O conflito elevou os preços do petróleo Brent, reacendendo preocupações sobre a inflação global e afetando o apetite ao risco. No cenário doméstico, o ambiente de incerteza foi agravado pela tramitação do projeto sobre a escala de trabalho 6x1 e por um desempenho negativo no setor financeiro, com destaque para a queda de 2,49% do Banco do Brasil. Além disso, as ações da Braskem recuaram 5,81% após analistas apontarem fraqueza na demanda petroquímica, enquanto a Ambev subiu 1,16% após revisão de recomendação pelo BTG Pactual. O mercado agora aguarda a divulgação do IPCA-15 para balizar a política monetária.
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