O bloqueio, que entra em vigor em 3 de setembro de 2026, impacta US$ 1,8 bilhão em exportações anuais de proteínas animais do Brasil.
A União Europeia oficializou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal a partir de 3 de setembro de 2026. A restrição, formalizada em documento publicado no dia 5 de junho, foi motivada pela falha do Brasil em atender às exigências do bloco sobre o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento. Segundo a Comissão Europeia, o governo brasileiro não forneceu as informações solicitadas para comprovar a conformidade com as normas sanitárias vigentes, o que impacta diretamente um mercado que movimenta cerca de US$ 1,8 bilhão anuais para o agronegócio nacional. A medida abrange uma ampla gama de produtos, incluindo carne bovina, de frango, equina, pescado, mel e tripas, colocando o país em desvantagem em relação a vizinhos do Mercosul, como Argentina, Uruguai e Paraguai, que mantêm suas licenças de exportação.
Representantes do setor agropecuário expressaram preocupação com o impacto econômico e questionaram a fundamentação técnica da decisão, sugerindo possíveis conexões com impasses nas negociações do acordo Mercosul-UE. O governo brasileiro mantém tratativas diplomáticas com autoridades europeias para esclarecer os sistemas de controle do país e evitar a perda definitiva deste mercado estratégico. O objetivo central das negociações é comprovar o cumprimento das normas sanitárias exigidas e reverter a exclusão antes da entrada em vigor do veto, buscando sanar as lacunas de informação apontadas pelo bloco europeu.
UOL - Economia • 6 jun, 09:42
InfoMoney • 6 jun, 09:41
G1 - Economia • 6 jun, 08:56
21 mai, 06:03
14 mai, 16:32
13 mai, 10:35
12 mai, 22:34
12 mai, 11:31
Carregando comentários...