Governo altera regras de exportação de carne para evitar embargo da UE
O Ministério da Agricultura criou um novo protocolo de certificação para bovinos para atender exigências sanitárias europeias sobre antimicrobianos.
Pontos principais
- O governo implementou um protocolo de certificação para bovinos livres de antimicrobianos.
- A medida visa evitar a suspensão das exportações de carne para o bloco europeu a partir de setembro.
- A adesão ao novo protocolo é voluntária, mas obrigatória para frigoríficos que desejam manter o acesso ao mercado da UE.
- A União Europeia é o terceiro maior mercado para a carne bovina brasileira, representando 5,8% das exportações do setor.
O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou a implementação de um novo protocolo de certificação para a produção de carne bovina destinada à União Europeia. A medida estabelece controles mais rigorosos sobre o uso de antimicrobianos, buscando alinhar a produção nacional às exigências sanitárias do bloco europeu. A iniciativa surge como uma resposta direta à necessidade de evitar a suspensão das exportações brasileiras, prevista para entrar em vigor em setembro, após o Brasil ter sido removido de uma lista de países autorizados em maio devido a preocupações com a segurança alimentar.
Embora a adesão ao novo protocolo seja voluntária, ele se torna um requisito indispensável para os frigoríficos que pretendem manter o acesso ao mercado europeu, que atualmente representa 5,8% das exportações brasileiras de carne bovina. Com essa atualização normativa, o governo busca garantir a continuidade do fluxo comercial e assegurar a conformidade com os padrões internacionais de segurança. A medida é estratégica para o setor, visto que a Europa permanece como um dos principais destinos para a proteína animal brasileira, sendo fundamental para a manutenção da balança comercial do agronegócio.
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