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União Europeia proíbe importação de carne brasileira a partir de 2026

O bloco europeu suspendeu a compra de carne do Brasil por questões sanitárias, gerando debates sobre protecionismo e impacto no agronegócio.

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Foto: G1 - Economia
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08/06 às 10:02 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A proibição de importação pela União Europeia entra em vigor em 3 de setembro de 2026.
  • A medida é motivada pela falta de garantias no controle de antimicrobianos e exigências de rastreabilidade.
  • Especialistas apontam que a decisão possui um componente de protecionismo para favorecer produtores europeus subsidiados.
  • O governo brasileiro tem um prazo para demonstrar conformidade e tentar reverter a suspensão.
  • Frigoríficos como JBS, Minerva e BRF avaliam estratégias de redirecionamento de produção e mitigação de perdas.

A União Europeia anunciou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar proteínas animais, com proibição efetiva a partir de 3 de setembro de 2026. A medida, motivada pelo uso de antimicrobianos como a monensina e exigências de rastreabilidade, impacta diretamente grandes frigoríficos como JBS, Minerva e BRF, que perdem acesso a mercados premium com margens superiores. Enquanto empresas com operações diversificadas na América do Sul estudam redirecionar a produção para plantas no Uruguai e Argentina, a BRF lida com um cenário mais complexo devido à concentração de suas atividades no território brasileiro. O setor agropecuário busca negociar com o bloco europeu a implementação de novos mecanismos de controle para tentar reverter a decisão ou mitigar as perdas financeiras decorrentes da restrição sanitária.

O embargo também reacendeu o debate sobre barreiras protecionistas no comércio internacional. Analistas destacam que a medida europeia ocorre em um contexto onde o setor agropecuário local recebe subsídios significativos, contrastando com o menor apoio governamental aos produtores brasileiros. Embora o volume exportado para a Europa seja inferior ao destinado à China, o mercado europeu permanece estratégico pelo alto valor agregado e pelo selo de qualidade que confere aos produtos. O governo brasileiro possui um prazo limitado para demonstrar conformidade com as exigências do bloco e reverter a suspensão, em um momento em que a competitividade do agronegócio nacional enfrenta novos desafios burocráticos e geopolíticos.

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